Evolução histórica -

alguns apontamentos


Consultando o Arquivo Municipal de Lisboa, verificamos que o palácio Casal Ribeiro e a respectiva quinta se encontravam, no primeiro quartel deste século, na posse de D. Maria Emília Costa Ramos, condessa do Casal Ribeiro, nora do 1º conde. Tendo a condessa falecido no começo dos anos quarenta, os herdeiros, D. Maria da Conceição do Patrocínio do Casal Ribeiro Ulrich e seus sobrinhos, alugaram o palacete e a quinta, em 1944, à empresa cinematográfica Selecções Império Ldª, que ali pretendia instalar um estúdio de dobragem de filmes. Este estúdio chegou a construir-se, ficando situado aproximadamente onde hoje se encontram a cantina e uma sala de aula. No entanto, as Selecções Império e a sua produção cinematográfica tiveram vida efémera.

Anos depois, em 1960/61, sendo proprietário o sr. José Frederico do Casal Ribeiro, a quinta passa a ser explorada por uma empresa intitulada Sociedade Agrícola de Tróia Ldª.

Quando a Academia de Música de Santa Cecília aqui se instalou, em 1964, o arrendamento foi ainda negociado com aquela sociedade. Esta, posteriormente, viria a ceder o palácio e a quinta à Câmara Municipal de Lisboa, a actual proprietária.

 

Adérito Tavares* (1989). Edifício-sede da Academia. Revista Ponto e Contraponto, ano III, nº 6 . pp.25 a 27

(*) - ex-professor de História da AMSC